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Vender pelo aromaDespertai! — 1976 | 8 de janeiro
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aumentar sua venda de bolo de chocolate. Só estava vendendo três fatias por dia.” Instalaram uma máquina que exalava o cheiro de chocolate. Com que resultado? “As vendas aumentaram para 32 fatias por dia.”
Está Sendo Tapeado?
Reconhecendo a efetividade da venda pelo aroma, os perfumistas podem reproduzir quase qualquer fragrância. Uma firma desenvolveu cerca de 100 aromas, inclusive os da rosa, dos pinheirais, do suco de laranja, das bananas, de picles, de endro, e de uísque estadunidense.
O Dr. Jellinek teceu interessante comentário sobre a reprodução de tais fragrâncias: “A ironia é que a maioria dos aromas e sabores ‘naturais’ são realmente imitações químicas da coisa verdadeira.” Explica a publicação Advertising Age (Era da Publicidade): “Um concentrado feito de verdadeiros limões, por exemplo, não tem necessariamente o cheiro que as pessoas pensam que um limão fresco deve ter. Mas, é fácil fazer um concentrado artificial que tem exatamente o cheiro que as pessoas pensam que um limão deve ter.” E os aromas simulados são mais baratos de se produzir.
Está sendo, talvez, tapeado a comprar itens com cheiros “naturais” que realmente não são de forma alguma naturais? Pode lembrar uma ocasião recente em que comprou comestíveis ou outros itens porque aromas atraentes pairavam no ar dum supermercado? Ao passo que talvez nada haja de errado com os próprios itens, compreende quão amiúde “o vendedor secreto” do aroma o motivou a comprar coisas?
Compreender a popularidade da venda pelo aroma pode beneficiá-lo nestes dias de preços crescentes. Quando depara um item com agradável aroma, seja comida ou outra coisa, tenha presente que sua fragrância talvez tenha sido produzida num laboratório, apenas para garantir sua compra. Poderia economizar por comprar itens não aromatizados?
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É Deus culpado da poluição?Despertai! — 1976 | 8 de janeiro
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É Deus culpado da poluição?
UM BOSQUE de altaneiras sequóias. Caprichosa floresta tropical. Amplo oceano azul que se arremete contra costas rochosas. Um deserto na primavera, acarpetado de cores. Uma cadeia de picos reluzentes, que se elevam acima das florestas verde-escuras, e bruxuleantes lagos azuis. Cenas que certa vez provocaram, em aquietante reverência, a exclamação: “A terra de Deus!”
Agora, porém, nova raça de homens olham para o ar sujo e cinzento, os rios sufocados de resíduos industriais, os lagos mortos e o solo envenenado, as favelas nas grandes cidades que se parecem com lixeiras, e dizem: “A terra de Deus.”
Deus, afirmam, é culpado pela poluição. O ponto em que sustentam sua acusação é a declaração na Bíblia em Gênesis 1:28, que diz: “Deus os abençoou e Deus lhes disse ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.”
Essa declaração de Deus foi o início da poluição, afirma o historiador britânico Arnold J. Toynbee, num artigo em Horizon, Verão de 1973, e reimpresso depois, naquele ano, em Reader’s Digest. Intitulava-se “O Gênesis da Poluição”. Mas, Toynbee é apenas um dos últimos numa longa lista de acusadores semelhantes.
Na revista Science, de 10 de março de 1967, Lynn White Jr. disse, no artigo “As Raízes Históricas de Nossa Crise Ecológica”: “Por destruir o animismo pagão, o cristianismo tornou possível a exploração da natureza numa disposição de indiferença.” Contendeu que “o cristianismo leva enorme carga de culpa” pelo “agravamento da crise ecológica.”
O artigo de White foi incorporado em The Environmental Handbook; (Manual do Meio-Ambiente), preparado em 1970 pelos Amigos da Terra. Naquele mesmo ano, o Clube Sierra lançou seu manual, Ecotactics, e, nas páginas 82 e 83, disse: “As aspirações do homem até agora têm sido guiadas pelo deus de Gênesis. Na maior parte, temo-nos orgulhado de ter subjugado o planeta. Agora verificamos que nossas aspirações foram desorientadas e destrutivas.”
Ian McHarg, da Universidade de Pensilvânia, em seu livro Design with Nature, publicado em 1971, disse: “Deveras, se a pessoa procurar a licença para aqueles que gostariam de aumentar a radioatividade, criar canais e baías mediante bombas atômicas, empregar venenos sem restrições, ou consentir com a mentalidade dos tratores, não poderia haver melhor injunção do que este texto (Gênesis 1:28). Aqui se pode encontrar a sanção e a injunção para se conquistar a natureza — o inimigo, a ameaça a Jeová.” Muitos outros, inclusive alguns clérigos, juntam-se a este brado de que Deus é culpado pela poluição.
A questão crucial é: Quando Deus disse ao primeiro casal que sujeitasse a terra e dominasse, será que, por meio disso, como afirma Toynbee, “deu licença a Adão e Eva para fazerem o que quisessem com ela”? Era este o propósito de Jeová? Ou era Seu propósito para o homem, feito à imagem e semelhança de Deus, que fosse o zelador da terra, seu guardião para o bem-estar, não só do homem, mas também das plantas e dos animais? Ao invés de lançar acusações desabridas para chamar a atenção, a pessoa sábia primeiro examinará os fatos. Como acautela a Bíblia: “Responder a uma pergunta antes de tê-la ouvido por completo é tanto tolo como insultante.” — Pro. 18:13, New English Bible.
Consideração Divina Pelas Plantas e Animais
Quando foi colocado no Éden, o homem não recebeu licença de fazer com ele o que bem quisesse. Ficou restrito em seu uso. Como diz a Bíblia, deveria ‘cultivá-lo e tomar conta dele’. As plantas não existiam só para o uso do homem. Também foram dadas qual alimento a “todo animal selvático da terra, e a toda criatura voadora dos céus, e a tudo o que se move sobre a terra, em que há vida como alma”. — Gên. 2:15-17; 1:30.
A lei que Deus forneceu mais tarde à nação de Israel mostrava como o homem deveria “sujeitar” a terra. Não deveria explorá-la ao ponto de exaustão, mas, antes, todo sétimo ano deveria ser “um sábado de completo repouso para a terra”. O que crescesse sozinho naquele ano não deveria ser ceifado. Era deixado para os pobres, bem como “para teu animal doméstico e para o animal selvático que há na tua terra”. — Lev. 25:3-7.
Atualmente, mais de oitocentas espécies e subespécies de vida, relata-se, acham-se em vias de extinção. É isso o que Deus propôs quando mandou o homem ter domínio, Outras leis dadas por Deus para Israel mostram a preocupação do Criador pela vida animal. Exemplificando: o touro que debulhasse o grão não deveria ser açaimado, visto que tinha direito de comer parte do cereal. Não se
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