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    • tirar da mente a idéia de se tornar “como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau”. (Gên. 3:4, 5) O apóstolo aconselha-nos a não sermos autoconfiantes nem presunçosos, dizendo: “Persisti em produzir a vossa própria salvação com temor e tremor.” — Fil. 2:12.

      ‘NÃO VADES ALÉM DAS COISAS ESCRITAS’

      O apóstolo Paulo sublinhou a necessidade de modéstia da parte de todos, assim como ele próprio tinha demonstrado modéstia, uma avaliação correta de si mesmo. Os coríntios haviam caído na armadilha de se jactarem de certos homens, tais como Apoio, e até mesmo do próprio Paulo. Paulo os corrigiu, dizendo-lhes que eram carnais, e não espiritualizados, ao fazerem isto, e lhes disse: “Agora, irmãos, estas coisas passei a aplicar a mim mesmo e a Apoio, para o vosso bem, para que, em nosso caso, aprendais a regra: ‘Não vades além das coisas que estão escritas’ [isto é, não ir além dos limites que as Escrituras estabelecem para os humanos em sua atitude de uns para com os outros, e para com eles próprios], a fim de que não fiqueis individualmente enfunados a favor de um contra o outro. Pois quem te faz diferir de outro? Deveras, o que tens que não tenhas recebido? Se, agora, deveras o tens recebido, por que te jactas como se não o tivesses recebido?” Ter isto presente impedirá o orgulho e a jactância em relação com a própria pessoa ou a outrem quanto à linhagem familiar, à raça, à cor ou à nacionalidade, à beleza física, à capacidade, ao conhecimento, ao brilho intelectual, etc. — 1 Cor. 4:6, 7.

      O EXEMPLO DE JESUS CRISTO

      Jesus Cristo é o mais excelente exemplo de modéstia. Ele disse a seus discípulos que não podia fazer uma única coisa de sua própria iniciativa, mas apenas o que contemplava o Pai fazer, e que seu Pai é maior do que ele. (João 5:19, 30; 14:28) Jesus se recusou a aceitar títulos que não lhe eram devidos. Quando um governante o chamou de “Bom Instrutor”, Jesus replicou: “Por que me chamas de bom? Ninguém é bom, a não ser um só, Deus.” (Luc. 18:18, 19) E disse a seus discípulos que, como escravos de Jeová, não deviam sentir-se orgulhosos pelas coisas que realizavam em Seu serviço, ou por seu valor perante Deus. Antes, deviam ter a atitude, quando tivessem feito todas as coisas que lhes foram designadas, de que “somos escravos imprestáveis. O que temos feito é o que devíamos fazer”. — Luc. 17:10.

      Adicionalmente, o Senhor Jesus Cristo, quando era homem perfeito aqui na terra, era superior a seus discípulos imperfeitos e também possuía grande autoridade recebida de seu Pai. Todavia, era modesto em lidar com seus discípulos, mostrando consideração para com as limitações deles. Demonstrava delicadeza em treiná-los, e usava de linguagem apropriada para com eles. Não lhes impunha mais do que eles podiam suportar naquela oportunidade. — João 16:12; compare com Mateus 11:28-30; 26:40, 41.

      NO VESTIR E COM RELAÇÃO AOS OUTROS BENS

      Ao instruir o superintendente Timóteo para certificar-se de que a conduta correta fosse mantida na congregação, Paulo disse: “Desejo que as mulheres se adornem em vestido bem arrumado, com modéstia e bom juízo, não com estilos de trançados de cabelos, e com ouro, ou pérolas, ou vestimenta muito cara, mas dum modo próprio das mulheres que professam reverenciar a Deus, a saber, por intermédio de boas obras.” (1 Tim. 2:9, 10) Aqui, o conselho do apóstolo não é contra o bom-gosto e a boa e agradável aparência, pois ele recomenda o “vestido bem arrumado”. Mas, ele mostra serem inapropriadas a vaidade e a ostentação no vestir — chamando desta forma a atenção para si ou para os meios de vida da pessoa. Acha-se também envolvida a modéstia relacionada com o respeito pelo sentimento dos outros, com o respeito próprio e um senso de honra pessoal. A maneira de se vestir dum cristão não devia ser chocante para o senso de decência, para as suscetibilidades morais da congregação, ofendendo alguns. Este conselho quanto ao vestir-se elucida ainda mais a atitude de Jeová quanto ao conceito e à utilização corretos de outros bens materiais que o cristão talvez possua.

  • Moinho
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    • MOINHO

      Um engenho simples, que consiste geralmente em duas pedras circulares (uma colocada sobre a outra), entre as quais vários cereais comestíveis debulhados são transformados em farinha. Era possível socar o cereal com um pau num pilão, esfregá-lo com uma pedra numa chapa de pedra, ou moê-lo num moinho manual, o método que era empregado na maioria das antigas casas palestinas. Tais engenhos já eram utilizados desde os primeiros tempos patriarcais, pois a esposa de Abraão, Sara, fez bolos redondos de “flor de farinha”. (Gên. 18:6) No deserto, os israelitas moíam o divinamente provido maná ‘em moinhos manuais ou pilavam-no num gral’. — Núm. 11:7, 8.

      O pão era geralmente assado todo o dia, e, geralmente, cada família possuía seu próprio moinho manual. O moer cereal, transformando-o em farinha, era comumente uma atividade diária das mulheres na casa. (Mat. 24:41; Jó 31:10; Êxo. 11:5; Isa. 47:1, 2) Elas se levantavam bem cedo de manhã, a fim de preparar a farinha necessária para o pão daquele dia. O ruído dos moinhos manuais é mencionado na Bíblia como símbolo de condições pacíficas normais. Inversamente, o abandono e a desolação eram indicados quando inexistia “o som do moinho manual”.

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