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Como me conservei firme na fé em uma prisão da China comunistaA Sentinela — 1963 | 1.° de dezembro
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grande grupo de Testemunhas me esperava para me saudar. Êles não sabiam de meus planos de viagem, mas tinham acompanhado nos jornais as notícias sôbre a minha saída da prisão e calcularam que eu devia estar naquele avião. Queriam estar lá para me saudar.
Em Nova Iorque fiquei contentíssimo em ver o presidente da Sociedade Tôrre de Vigia, o irmão Knorr, no aeroporto para me saudar e êle foi o primeiro a me abraçar em amorosas boas-vindas. O Betel e a imprensa de Brooklyn mudaram muito desde que eu os vi pela última vez em 1947, antes de embarcar para a China, mas eis aqui o mesmo espírito de amor, simplesmente em escala mais ampliada.
Ali, também, os irmãos queriam saber as minhas experiências e eu fiquei contente em lhas relatar e em assegurar-lhes com convicção de que, a despeito dos eventos dos últimos quatro anos e meio, jamais em meus vinte e cinco anos de ministério de tempo integral a minha fé foi tão firme como está agora. Por quê? Porque não há armas, nem paredes, nem cadeias que possam impedir que o espírito de Jeová chegue até ao seu povo! Tendo-nos dedicado ao estudo de sua Palavra e permitido que ela se aprofunde em nosso coração, não há nada a temer. Não permanecemos em nossas próprias fôrças. Mas com a sua todo-poderosa fôrça Deus pode fazer até o mais frágil de nós sair vitorioso em face de perseguição.
● Quão firme é a sua fé? Poderia confrontar-se com constante interrogatório e anos de isolamento numa prisão sem contudo fracassar? Lembre-se de que as Escrituras dizem que “todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos”. (2 Tim. 3:12) O tempo de fortalecer-se é antes da perseguição. Como? Empregando sabiamente agora o seu tempo, estudando e meditando a Palavra de Deus para que ela se enraíze profundamente em seu coração, pela associação regular com o povo de Jeová e pelo uso do que aprende no serviço de Jeová. Então estará entre os que “pelo uso têm as suas faculdades perceptivas treinadas para distinguir tanto o certo como o errado”. (Heb. 5:14) Esta percepção é vital quando confrontado com oposição. Mas se confiar em Jeová agora, aproveitando-se das provisões que êle fêz, estará em condição de ser fortalecido nêle em tempo de crise e êle o susterá. — Os Editôres.
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“O próprio Jeová me acolherá” — SingapuraA Sentinela — 1963 | 1.° de dezembro
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“O Próprio Jeová me Acolherá” — Singapura
Para uma pessoa budista, criada num lar chinês, onde foi ensinada a render estrita obediência, empreender-se num estudo da Bíblia requer grande coragem. Para ela dedicar a vida a Jeová, o Deus da Bíblia, e então seguir na vida a carreira de ministro de tempo integral pode significar um rompimento violento com a família. Mas um bem instruído jovem chinês começou a freqüentar as reuniões depois de apenas cinco meses de estudo. Quando aprendeu o princi̇́pio bíblico referente ao uso de sangue, recusou vender sangue de galinha na banca que seu pai tinha no mercado, onde trabalhava. Isto encolerizou seu pai, que lhe ordenou parar de estudar a Bíblia. O estudo continuou e em nove meses ele dedicou sua vida a Jeová e começou no serviço de pioneiro de férias. O pai, enraivecido, ameaçou: “Continuando a desobedecer-me com esta pregação, não pense que vou cuidar de você. Então saia de minha casa e veja se o seu Deus Jeová cuidará de você.” Sem dúvida, as palavras do salmista passaram pela mente de nosso irmão, segundo registradas no Salmo 27:10: “No caso de meu próprio pai e de minha própria mãe me abandonarem, ainda assim o próprio Jeová me acolherá.” Pegando algumas coisinhas suas, o irmão partiu. Será que seu Pai celeste cumpriria a sua promessa registrada em Mateus, capítulo seis? Não disse Jesus que trouxe espada e que os inimigos do homem seriam seus próprios familiares? Resolutamente o irmão continuou no seu trabalho de pioneiro, alistando-se então como pioneiro especial. Não, seu Deus Jeová não o abandonou, e mais, êle tem agora cem vezes mais ‘irmãos, irmãs e mães’, e assim por diante. Será que também o leitor, com um pouco mais de coragem, de esforço e de fé, poderia entrar no serviço de pioneiro? — Anuário de 1963, página 251.
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