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O Reino e a esperança da ressurreiçãoA Sentinela — 1982 | 1.° de outubro
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ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins para uma ressurreição de julgamento.” — João 5:22-29.
18 Será que isso contradiz Revelação 20:12, onde lemos que os mortos serão “julgados pelas coisas escritas nos rolos”, rolos estes que só serão ‘abertos’ durante o milênio? De modo algum. As palavras de Jesus em João capítulo cinco devem ser entendidas à luz de sua Revelação posterior a João. (Revelação 1:1) Tanto “os que fizeram boas coisas” como “os que praticaram coisas ruins” estarão entre “os mortos” que serão “julgados individualmente segundo as suas ações” praticadas após a sua ressurreição. (Revelação 20:13) Ao contrastar “ressurreição de vida” com “ressurreição de julgamento [grego, anástasis kríseos]”, Jesus referia-se ao resultado final de tais ressurreições. O Thayer’s Greek-English Lexicon (Léxico Grego-inglês, de Thayer) define anástasis kríseos como ressurreição “seguida de condenação”. A pessoa não é ressuscitada a fim de ser automaticamente condenada, mas sua ressurreição será seguida de julgamento condenatório caso se recuse a seguir as “coisas escritas nos rolos” e assim deixará de ter seu nome “inscrito no livro da vida”. Nesse caso ela sofreria “a segunda morte”, sem esperança futura de ressurreição. — Revelação 20:14, 15; 21:8.
19 e nota ao pé da página. (a) De que maneira certa tradução francesa da Bíblia traduz João 5:29, e somente quando se tornará evidente que determinada ressurreição foi “de vida” ou “de julgamento”? (b) Será que os “justos” e os “injustos” mencionados em Atos 24:15 sairão respectivamente para uma “ressurreição de vida” e uma “ressurreição de julgamento”? Explique.
19 É interessante observar que a Tradução Ecumênica, francesa, (publicada por um grupo de peritos tanto católicos como protestantes) traduz João 5:29 do seguinte modo: “Os que fizeram o bem sairão para a ressurreição que conduz à vida; os que praticaram o mal, para a ressurreição que conduz ao julgamento.” Apenas quando se tornar claro o resultado final da ressurreição da pessoa é que se saberá se a ressurreição dela foi uma “ressurreição de vida” ou uma “ressurreição de julgamento”.a
20. (a) Quem terá de beber a “água da vida” e por quê? (b) Que pergunta será considerada no artigo seguinte?
20 Tanto os mortos ressuscitados como a “grande multidão” que sobreviverá à “grande tribulação”, que é iminente, terão de beber a “água da vida”, isto é, aceitar agradecidamente o sacrifício de resgate de Cristo e todas as outras provisões que Jeová fizer para livrar a humanidade do pecado e da morte. (Revelação 7:9, 10, 14, 17; 22:1, 2) Essas provisões serão aplicadas por Cristo e seus 144.000 juízes sacerdotais associados durante o Reino milenar. Mas, será que todos os mortos voltarão para serem julgados, inclusive as vítimas da iminente “grande tribulação”? O artigo seguinte considerará isso.
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Sobrevivência ou destruição na “grande tribulação”A Sentinela — 1982 | 1.° de outubro
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Sobrevivência ou destruição na “grande tribulação”
“Estes partirão para o decepamento eterno, mas os justos, para a vida eterna.” — Mateus 25:46.
1, 2. Que opinião emitiram alguns e por que é isso perigoso e algo a ser evitado?
A IDÉIA de certas pessoas serem destruídas para sempre é repulsiva para alguns. É o caso dos universalistas, que crêem que eventualmente todos serão salvos. Lá no terceiro século E.C. o escritor religioso Orígenes tocou na idéia de uma derradeira salvação para todos. Sem se precisar ir tão longe, atualmente alguns que afirmam ser cristãos emitem a opinião de que talvez todos os humanos serão ressuscitados, incluindo todas as futuras vítimas da “grande tribulação”. — Mateus 24:21, 22.
2 Sem o saber, os que alimentam essa idéia aproximam-se perigosamente da doutrina de uma “ressurreição geral”, da cristandade. Os principais ramos religiosos ensinam que os corpos mortos de TODOS os que morreram serão levantados a fim de se juntarem às suas respectivas almas no céu ou no “inferno”. Contudo, a Bíblia não ensina tal “ressurreição geral”, conforme entendida pela cristandade, nem que TODOS os mortos, mesmo os iníquos, serão ressuscitados ou restituídos à vida.
NEM TODOS OS MORTOS SERÃO RESSUSCITADOS
3. Como indicou Jesus que nem todos serão ressuscitados?
3 Jesus indicou que nem todos serão ressuscitados. Respondia a uma pergunta capciosa feita a ele pelos saduceus, que criam que ninguém seria ressuscitado. Falou dos “que têm sido contados dignos de ganhar aquele sistema de coisas e a ressurreição dentre os mortos”. (Lucas 20:35) Suas palavras dão a entender que nem todos se terão mostrado dignos de serem ressuscitados no novo sistema de coisas prometido por Deus.
4. Segundo Revelação capítulo 20, de onde sairão os mortos, mas que lugar simbólico não entrega seus mortos?
4 Em Revelação capítulo 20, que diz respeito à ressurreição dos “demais mortos” que não participam na “primeira ressurreição”, a Bíblia diz que o “mar” e o “Hades” entregam os mortos neles. Não diz que os mortos saem do “lago de fogo” ou “segunda morte”, em outra parte chamada de “Geena” (Géi Hinnóm, hebraico). (Lucas 12:5) Assim como a palavra “mar” designa o túmulo aquoso coletivo dos que morreram nas profundezas e cujos corpos jamais foram recuperados para um enterro terrestre, a palavra grega hádes não se refere a qualquer túmulo específico, mas, antes, à sepultura terrestre comum da humanidade. Corresponde à palavra “Seol” encontrada nas Escrituras Hebraicas. Jesus declarou: “Fiquei morto, mas, eis que vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e do Hades.” (Revelação 1:18) Durante seu reinado milenar ele usará essas “chaves” para libertar da morte os “contados dignos de ganhar aquele sistema de coisas e a ressurreição dentre os mortos”.
5. Que é simbolizado pela “Geena”?
5 Por outro lado, em parte alguma as Escrituras declaram que Cristo tenha as chaves da Geena. Ele falou de Geena, dizendo: “Não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele [Jeová] que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” (Mateus 10:28) Comentando este texto em seu livro Imortalidade da Alma ou Ressurreição dos Mortos? (em francês), o professor Oscar Cullmann escreve: “psykhé [alma] não se refere aqui ao conceito grego sobre a alma, mas, antes, deve ser traduzido por ‘vida’. . . . W. G. Kümmel . . . também escreveu com boa razão: Mat. 10:28 ‘não procura salientar a imortalidade da alma, mas sublinha o fato de que só Deus pode destruir não somente a vida terrena mas também a vida celestial’.” Sim, a Geena representa uma destruição total da qual nenhuma ressurreição é possível. O Novo Comentário da Bíblia (Segunda Edição, página 786, em inglês) define Geena como “uma descrição da ‘segunda morte’”. — Revelação 21:8.
6. Mostre com base na Bíblia que alguns vão à Geena antes do Dia do Juízo de 1.000 anos e, portanto, sem esperança de serem ressuscitados.
6 A Bíblia, no entanto, mostra definitivamente que alguns têm seu destino final na Geena simbólica antes de começar o Dia do Juízo, de 1.000 anos. Jesus disse aos impenitentes escribas e fariseus que eles e seus prosélitos gentios eram ‘objetos para a Geena’, ou, literalmente, ‘filhos da Geena’. (Mateus 23:15, 33-35; veja também João 9.39-41; 15:22-24.) Se até mesmo um prosélito dos fariseus tornava-se objeto para a Geena ‘duas vezes mais do que eles mesmos’, quanto mais seria esse o caso de Judas Iscariotes, que fez com eles um hediondo acordo para trair o Filho de Deus! Jesus deu a entender isso quando chamou Judas de “o filho da destruição”. (João 17:12) Similarmente, os apóstatas não arrependidos vão, ao morrerem, não para o Seol ou Hades, mas para a Geena. (Hebreus 6:4-8; 2 Pedro 2:1) O mesmo se dá com cristãos dedicados que persistem no pecado deliberado ou com os que “retrocedem”. (Hebreus 10:26-31, 38, 39) Esses são meramente exemplos para mostrar que alguns, mesmo “neste sistema de coisas”, têm cometido o pecado para o qual não há perdão, nem mesmo no sistema de coisas que “há de vir”. (Mateus 12:31, 32; compare com 1 João 5:16.) Portanto, eles não serão ressuscitados.
O CARÁTER FINAL DOS JULGAMENTOS DE JEOVÁ
7. O que prova adicionalmente que Jeová pronuncia um julgamento final contra alguns mesmo durante o atual sistema de coisas?
7 O próprio fato de que Jesus declarou que “a blasfêmia contra o espírito” não seria perdoada nem “neste sistema de coisas, nem no que há de vir”, deve convencer, a qualquer um que tenha dúvidas sobre o assunto, de que Jeová pronuncia
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