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ProfetaEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
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Embora designados pelo espírito de Jeová, os profetas, pelo visto, não falavam continuamente sob inspiração. Antes, o espírito de Deus ‘vinha a estar sobre eles’ em certas ocasiões, revelando as mensagens a serem anunciadas. (Ez 11:4, 5; Miq 3:8) Isto exercia um efeito estimulante sobre eles, impelindo-os a falar. (1Sa 10:10; Je 20:9; Am 3:8) Eles não só faziam coisas fora do comum, mas também sua expressão e seus modos de agir sem dúvida refletiam intensidade e sentimentos realmente extraordinários. Isto talvez explique, em parte, o que se queria dizer ao mencionar que certas pessoas ‘se comportavam como profetas’. (1Sa 10:6-11; 19:20-24; Je 29:24-32; compare isso com At 2:4, 12-17; 6:15; 7:55.) A total concentração e o destemor zeloso em sua missão poderiam fazer com que o comportamento deles parecesse estranho, até mesmo irracional, aos olhos de outros, assim como certo profeta aparentou ser aos chefes militares quando Jeú foi ungido. Todavia, ao compreenderem que tal homem era profeta, os chefes aceitaram sua mensagem com toda a seriedade. (2Rs 9:1-13; compare isso com At 26:24, 25.) Quando Saul, em perseguição a Davi, foi induzido a ‘comportar-se como profeta’, tirou suas roupas e ficou deitado “nu todo aquele dia e toda aquela noite”, oportunidade em que Davi evidentemente escapou. (1Sa 19:18–20:1) Isto não significa que os profetas andavam frequentemente nus, pois o registro bíblico revela o contrário. Nos outros dois casos registrados, o profeta ficou nu com um objetivo, para representar uma faceta de sua profecia. (Is 20:2-4; Miq 1:8-11) O motivo da nudez de Saul — quer para revelá-lo como simples homem, despido de suas vestes reais, impotente contra a autoridade e o poder reais do próprio Jeová, quer para outro propósito — não é declarado.
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ProfetaEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
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“Filhos dos Profetas.” Conforme explica a Gesenius’ Hebrew Grammar (Gramática Hebraica de Gesenius, Oxford, 1952, p. 418) o termo hebraico ben (filho de), ou benéh (filhos de), pode indicar “ser membro duma associação ou sociedade (ou duma tribo, ou de qualquer classe definida)”. (Veja Ne 3:8, onde um “membro dos misturadores de unguentos” é, literalmente, “filho dos misturadores de unguentos”.) Assim, a expressão “filhos dos profetas” talvez descreva uma escola de instrução para os chamados para esta vocação, ou simplesmente uma associação cooperativa de profetas. Menciona-se que havia grupos de profetas assim em Betel, Jericó e Gilgal. (2Rs 2:3, 5; 4:38; compare isso com 1Sa 10:5, 10.) Samuel presidia um grupo em Ramá (1Sa 19:19, 20), e Eliseu parece ter ocupado uma posição similar nos seus dias. (2Rs 4:38; 6:1-3; compare isso com 1Rs 18:13.) O registro menciona que construíam sua própria morada e que se usou uma ferramenta emprestada, o que pode indicar que levavam uma vida simples. Embora não raro compartilhassem alojamentos e alimentos, talvez recebessem designações individuais para sair em missões proféticas. — 1Rs 20:35-42; 2Rs 4:1, 2, 39; 6:1-7; 9:1, 2.
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