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  • Quirino
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • QUIRINO

      Governador romano da Síria, na época do “registro” decretado por César Augusto, que resultou em o nascimento de Jesus se dar em Belém. (Lu 2:1, 2) Seu nome completo era Públio Sulpício Quirino.

  • Quirino
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • Durante muito tempo, esse governo de Quirino sobre a Síria foi o único para o qual a história secular fornecia confirmação. Todavia, encontrou-se em Roma, no ano de 1764, uma inscrição conhecida como Lapis Tiburtinus, que, embora não forneça o nome, contém informações que a maioria dos peritos reconhece que poderiam aplicar-se somente a Quirino. (Corpus Inscriptionum Latinarum, editado por H. Dessau, Berlim, 1887, Vol. 14, p. 397, N.º 3613) Contém a declaração de que, ao ir para a Síria, ele se tornou governador (ou, legado) pela ‘segunda vez’. Com base em inscrições encontradas em Antioquia, que contêm o nome de Quirino, muitos historiadores reconhecem que Quirino também foi governador da Síria no período AEC.

      Há incerteza da parte deles a respeito de onde Quirino se encaixa entre os governadores da Síria registrados secularmente. Josefo alista Quintílio Varo como governador da Síria por ocasião da morte de Herodes, o Grande, e após isso. (Jewish Antiquities, XVII, 89 [v, 2]; XVII, 221 [ix, 3]) Tácito também menciona Varo como governador por ocasião da morte de Herodes. (The Histories [As Histórias] V, IX) Josefo declara que o antecessor de Varo foi Saturnino (C. Sentius Saturninus).

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    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • Alguns peritos trazem à atenção que o termo empregado por Lucas, e geralmente traduzido “governador”, é he·ge·món. Esse termo grego é empregado para descrever legados, procuradores e procônsules romanos, e significa basicamente um “líder” ou “eminente oficial executivo”. Portanto, alguns sugerem que, na ocasião mencionada por Lucas como “primeiro registro”, Quirino servia na Síria no cargo de legado especial do imperador, exercendo poderes extraordinários. Um fator que também pode ajudar a compreender o assunto é a clara referência feita por Josefo a um governo duplo da Síria, uma vez que ele menciona em seu relato duas pessoas, Saturnino e Volumnio, como servindo simultaneamente como “governadores da Síria”. (Jewish Antiquities, XVI, 277, 280 [ix, 1]; XVI, 344 [x, 8]) Assim, se Josefo estiver correto ao alistar Saturnino e Varo como presidentes sucessivos da Síria, é possível que Quirino servisse simultaneamente, ou com Saturnino (como fizera Volumnio) ou com Varo antes da morte de Herodes (que provavelmente ocorreu em 1 AEC). The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog) apresenta o seguinte conceito: “Quirino achava-se exatamente na mesma relação com Varo, o governador da Síria, como numa época posterior Vespasiano achou-se com relação a Muciano. Vespasiano conduziu a guerra na Palestina enquanto Muciano era governador da Síria; e Vespasiano era legatus Augusti, detendo precisamente o mesmo título e categoria técnica que Muciano.” — 1957, Vol. IX, pp. 375, 376.

  • Quirino
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
    • A exatidão comprovada de Lucas em assuntos históricos fornece sólidos motivos para se aceitar como fato sua referência a Quirino como governador da Síria na época do nascimento de Jesus. É bom lembrar que Josefo, praticamente a única outra fonte de informações, só nasceu em 37 EC, portanto, quase quatro décadas após o nascimento de Jesus. Lucas, por outro lado, já era médico e viajava com o apóstolo Paulo por volta de 49 EC, quando Josefo não passava dum menino de 12 anos. Dos dois, Lucas, mesmo de modo geral, é a mais provável fonte de informações fidedignas na questão do governo da Síria pouco antes do nascimento de Jesus. Justino, o Mártir, um palestino do segundo século EC, citou os registros romanos como prova da exatidão de Lucas no que tange ao governo de Quirino na época do nascimento de Jesus. (A Catholic Commentary on Holy Scripture [Comentário Católico sobre a Sagrada Escritura], editado por B. Orchard, 1953, p. 943) Não há evidência de que o relato de Lucas tenha sido alguma vez contestado por primitivos historiadores, nem mesmo por primitivos críticos tais como Celso.

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